O 59º Grammy, realizado em fevereiro desse ano, terminou com uma surpresa quando o “25” de Adele foi nomeado álbum do ano, vencendo o “Lemonade” de Beyoncé.

Esse resultado não era inesperado: escolher a tradição ao invés da inovação é basicamente o princípio de funcionamento da Recording Academy, então, é claro, a coleção de Adele de músicas de amor finamente criadas vencem a audaz meditação de Beyoncé sobre a feminilidade negra.

Mas o discurso de Adele – no qual ela disse que não conseguiria receber o prêmio de Beyoncé e seu álbum “monumental” – foi uma declaração pública inusitada de uma idéia de conhecimento comum: que o Grammy rotineiramente mal interpreta o que realmente importa na música pop.

Agora, com indicações para os prêmios do próximo ano, que serão anunciados na terça-feira, a Academia tem a oportunidade de ajustar essa percepção em um momento em que a representação de raça e gênero em cultura e política está sendo questionada como nunca antes.

Uma mudança do mar pode ser demais para se esperar.

Ed Sheeran, o cantor britânico com cara de bebê, é um bloqueio virtual para dominar as principais categorias: ele é a Adele deste ano, em outras palavras – com seu álbum “÷” e seus inescapáveis ​​singles “Shape of You” e “Castle on the Hill”. Outros destaques incluem o trabalho de Harry Styles, Foo Fighters, Lorde, xx, Bruno Mars e o falecido Leonard Cohen.

Como o segundo maior vendedor de 2017 (atrás apenas de “Reputation” da Taylor Swift, que foi lançado após a data de corte de 30 de setembro para a elegibilidade), “÷” deve estar entre os candidatos ao álbum do ano. Ele se relaciona com uma audiência em massa, refletindo o profundo conhecimento de gravação de Sheeran – duas qualidades que o Grammy, com a sua professada mancha de sucesso comercial e ambição artística, estão certos em consagrar.

O mesmo vale para o “24K Magic” de Mars, uma homenagem habilmente concebida para o pop e a alma dos anos 80 e início dos anos 90, que trouxe um par de hits de rádio que ficaram no topo: a faixa-título e “That’s What I Like”.

Mas para refletir o ano em música com a autoridade reivindicada pela academia, o Grammy precisa se abrir para mais do que sons familiares e rostos amigáveis ​​para a mídia.

O artigo do Los Angeles Time traz nomes de possíveis nomeados para preencher essa brecha racial e de gênero normalmente deixada pelo prêmio: Kendrick Lamar, Jay-ZMigos, Cardi B, Lil Uzi Vert, Luis Fonsi, Daddy YankeeKesha.

Amanhã os nomeados sairão e nós do Ed Sheeran Brasil estamos torcendo muito para todos os artistas que lançaram trabalhos incríveis esse ano e merecem uma indicação (principalmente o Ed, né?).

Fonte | Tradução e adaptação: Luísa – Equipe Ed Sheeran Brasil
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